terça-feira, 31 de agosto de 2010

Em asas fragéis de vaidade e cera.

O embargo agora será Mitologia Grega com uma fraca referência sobre Icaro, que na realidade não é o tema central desta. E sim Midas, o dono do toque e ouro que possui a seguinte história: Baco - Deus do Vinho - estava atordoado pela ausência de Sileno, seu pai de criação, mas alguns camponeses encontraram-o e Midas foi responsável por tal feito e com exultância o Deus do Vinho concede o direito de escolher qualquer recompensa, logo, Midas escolhe ter a habilidade do ouro, tudo que tocasse se tornaria dourado. E maravilhado com o seu ''poder'' seguiu caminho tocando em tudo que visse pela frente com a posterior transformação em ouro. Chegando em casa, ordenou aos criados que um magnifico repasto fosse servido e rapidamente percebeu que tudo onde tocava ou bebia se tornava ouro, e na minha opinião um fato que transcorreu e bastante impressionante (é pra mim nao foi) mais pra Midas foi assistir a transformação de sua filha em ouro apenas encostando-a. Detestando o seu dom, pedi a Baco que o livrasse daquela destruição fulgurante, assim Baco consentiu o seu desejo orientando-o que fosse ao Rio Pactolo para mergulhar o corpo, cabeça e alma na fonte que lhe dá origem. Com a respectiva ajuda, Midas segue o que foi explicitado e quando tocara as águas, as areias do rio tornaram-se auriferas até hoje.
Dali por diante, Midas passou a morar no campo cultuando Pã, Deus dos Campos, e numa cadeia de eventos o Deus dos campos resolve desafiar Apolo, com o parecer positivo do Deus da Lira, Tmolo - Deus das Montanhas - era o árbitro da competição, Pã tocou sua avena com uma melodia rústica que deu grande satisfação a si mesmo e ao seu fiel devoto Midas, mas Tmolo concede a vitória ao Deus da Lira que tocava de maneira estupenda. Midas discorda da vitória e Apolo intolerante com a manisfestação do mortal, decidi castigar as orelhas de tão depravados ouvidos do devoto de Pã, dando a ele orelhas de burros. Midas cobriu-as com um turbante para seus seguidores nao perceberem, apenas o cabeleireiro sabia e devia guardar segredo e incontente por não realizar a vontade, cava um buraco e exclama ''O Rei Midas tem orelhas de burro!'' e dentro deste cobriu-o de terra. Porém, o junco que cresceu no local, logo que atingiu certo tamanho começou a contar o caso em sussuro todas as vezes que a brisa sopra sobre o local.
E Dryden, em seu poema ''História do Banho'' atribui à rainha, esposa de Midas, a revelação do segredo.

E agora, usando uma citação musical a Mitologia Grega, podemos citar Alesana - uma das minhas maiores admirações nesse meio - é Ambrosia, e uma das partes da música que evidencia e deixa claro a influência de Midas é; once king of roses, now lord of gold, blessed with the gift of  gilded touch, the Gods themselves envy my hand ... ♪
E eu sei, que para ouvidos tão depravados não será muito aceito Ambrosia de Alesana, devido aos gulturais.

Grato, pela proverbial atenção.
All Ω

Um comentário:

  1. Realmente formal...Interessante...e eu aceito ouvir Ambrosia de Alesana....é muito boa..

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